ESPECIAL-Grande projeto agrícola da China na Bahia é, até agora, um campo vazio

sexta-feira, 4 de abril de 2014 15:43 BRT
 

Por Caroline Stauffer

BARREIRAS, 4 Abr (Reuters) - Nenhuma placa em um campo árido no Nordeste do Brasil indica que ali será o centro de uma das mais ambiciosas incursões agrícolas da China na América do Sul.

Em 2011, a Chongqing Grain Group Corp anunciou planos para construir na região de Barreiras, no oeste da Bahia, uma fábrica de esmagamento de soja, ferrovia e um polo gigante de armazenagem e transporte de grãos para exportação para a China.

O valor total do empreendimento: 2 bilhões de dólares.

No entanto, até hoje, a empresa só conseguiu fazer a terraplenagem de uma área de 100 hectares, onde a unidade de processamento poderia um dia ser instalada.

Com o projeto em espera, o mato e os arbustos estão começando a crescer de novo no terreno limpo.

Os planos paralisados são exemplos das dificuldades enfrentadas pelos investimentos chineses outrora promissores no Brasil.

A notória burocracia brasileira, a desaceleração econômica do país e uma desconfiança profunda em relação à fome chinesa por terras parecem explicar por que o campo ainda está vazio.

Uma investigação da Reuters no ano passado descobriu que, após uma onda de anúncios de investimento nos últimos anos, até dois terços dos projetos chineses no Brasil enfrentam atrasos ou nunca saíram do chão.   Continuação...

 
Vista geral do terreno onde a Universo Verde, subsidiária do Chongqing Grain Group Corp, planeja construir uma fábrica de esmagamento e processamento de soja, perto de Barreiras, na Bahia, em fevereiro. 07/02/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino