Holcim e Lafarge fecham fusão para criar gigante do cimento

segunda-feira, 7 de abril de 2014 07:53 BRT
 

PARIS/ZURIQUE, 7 Abr (Reuters) - A suíça Holcim divulgou nesta segunda-feira um acordo envolvendo apenas ações para comprar a francesa Lafarge, criando a maior fabricante de cimento do mundo, com vendas combinadas de 44 bilhões de dólares.

As parceiras fecharam o acordo como uma fusão de iguais, em que os acionistas da Lafarge receberão uma ação da Holcim para cada papel da Lafarge que possuírem, com o grupo resultante da operação sediado na Suíça e listado em Zurique e Paris.

Às 07h42 (horário de Brasília), as ações da Holcim subiam 1,12 por cento, enquanto as ações da Lafarge avançavam 1,78 por cento.

A nova companhia terá o controle acionário dividido com uma fatia de 53 por cento para a Holcim e 47 por cento para a Lafarge, disseram as empresas em uma apresentação virtual conjunta, na sequência do anúncio na sexta-feira de que mantinham negociações, com um acordo sendo fechado durante o fim de semana.

O negócio será a maior associação já feita na indústria, e irá ajudar as companhias a reduzir custos, diminuir a dívida e melhor lidar com o aumento dos preços da energia, com uma demanda mais fraca e com forte concorrência, fatores que vêm afetando o setor desde a crise econômica de 2008.

O grupo resultante da fusão estará presente em 90 países, com os mercados emergentes como a América Latina e África representando por 60 por cento das vendas, mas com nenhum país, individualmente, respondendo por mais de 10 por cento.

"O novo grupo vai oferecer maior crescimento e baixo risco, criando, portanto, mais valor", disse o presidente-executivo da Lafarge, Bruno Lafont, que irá se tornar CEO da LafargeHolcim.

As empresas acrescentaram que esperam, com a fusão, uma economia anual de 1,4 bilhão de euros após três anos, graças a economias de escala, maior eficiência operacional e redução de custos de financiamento.

No entanto, o negócio deve atrair escrutínio de reguladores antitruste, com analistas do UBS apontando potenciais questões em mercados chave, incluindo Brasil, Canadá , Equador, França, Reino Unido, Estados Unidos, Marrocos e Filipinas.   Continuação...