Atrasos em aeroportos de cidades da Copa aumentam pressão sobre Brasil

segunda-feira, 7 de abril de 2014 15:17 BRT
 

Por Brad Haynes e Anthony Boadle

SÃO PAULO/BRASÍLIA, 7 Abr (Reuters) - A menos de 10 semanas do início da Copa do Mundo, os trabalhos em novos e cruciais terminais de aeroportos na maioria das 12 cidades sede da Copa do Mundo estão atrasados, destacando o risco de superlotação e confusão durante o torneio.

Um terminal de lona temporário será usado em vez da planejada expansão do aeroporto para receber os fãs em Fortaleza (CE), que irá sediar seis jogos, incluindo um confronto entre Brasil e México e uma decisão das quartas de final. Representantes já preparam alternativas para outras cidades.

"Outros aeroportos não disseram nada ainda, mas eles provavelmente terão que elaborar contingências", disse Carlos Ozores, o principal consultor de aviação da ICF International, que foi consultado por empresas aéreas brasileiras e operadores de aeroportos.

Preocupações com os aeroportos brasileiros estão em destaque pois esses modais representam alguns dos investimentos mais duradouros para o mundial. Uma série de outros projetos de transporte foram adiados ou cancelados, somando críticas à visão de que a Copa do Mundo deixará os brasileiros com poucos benefícios de longo prazo.

Soluções rápidas e entregas de última hora são uma receita para o caos no complexo setor de aviação, dizem analistas. Aberturas complicadas de terminais em Londres, na Inglaterra, e Denver, nos Estados Unidos, levaram meses para serem arrumadas.

Qualquer caos aéreo será especialmente constrangedor para a presidente Dilma Rousseff, que fez uma forte aposta política na privatização de aeroportos importantes para deixá-los prontos para o mundial.

Se esses aeroportos falharem em entregar um bom serviço que justifique a privatização, o assunto pode rapidamente se tornar um problema de campanha eleitoral, já que Dilma busca a reeleição.

Porém, os atrasos de construção nos aeroportos administrados pelo Estado são mais dramáticos. No começo do mês passado, a reestruturação aeroportuária em sete cidades sede da Copa do Mundo estava apenas pela metade ou em estágio ainda pior, de acordo com a Infraero, a empresa governamental que administra as operações de aeroportos.   Continuação...