Presidente do BC do Japão descarta necessidade de mais estímulos

terça-feira, 8 de abril de 2014 08:42 BRT
 

Por Leika Kihara e Stanley White

TÓQUIO, 8 Abr (Reuters) - O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que não há necessidade de mais estímulos para escapar de anos de deflação debilitante, expressando confiança nesta terça-feira de que a terceira maior economia do mundo pode superar o impacto de uma elevação do imposto sobre vendas.

Kuroda descartou as expectativas do mercado de que o BC do Japão poderia afrouxar sua política novamente em breve para aliviar o impacto do aumento do imposto que entrou em vigor em 1º de abril, destacando que um distúrbio de curto prazo não deve afetar a recuperação estável já em andamento.

"Como sempre, permaneço convencido sobre a perspectiva de alcançar nossa meta de preço", disse Kuroda após a amplamente esperada decisão do BC japonês de não fazer mudanças em seu forte estímulo.

Uma demanda robusta e uma aguardada retomada das exportações ajudará a economia a se recuperar da baixa pós-aumento do imposto por volta de julho a setembro, disse Kuroda a repórteres após a revisão de política.

"O Japão está fazendo um progresso estável rumo a uma inflação de 2 por cento. Não acredito que há necessidade de tomar medidas adicionais agora".

Ao menos três vezes durante a entrevista, Kuroda disse que não via necessidade de ações imediatas uma vez que melhorias na economia estavam criando mais empregos e elevando os preços, apesar ter acrescentado que o banco central do Japão tem opções de política caso precise agir novamente.

O BC do Japão lançou um forte estímulo em abril do ano passado, quando prometeu elevar a inflação a 2 por cento em cerca de dois anos para superar quase duas décadas de inflação.

Como fez a cada reunião desde então, o banco central decidiu manter nesta terça-feira sua promessa de elevar a base monetária a um ritmo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes (580-675 bilhões de dólares).