Exportação de carne suína do Brasil cai 8% no 1º tri

terça-feira, 8 de abril de 2014 12:43 BRT
 

SÃO PAULO, 8 Abr (Reuters) - O Brasil exportou 110.834 toneladas de carne suína no primeiro trimestre de 2014, recuo de 7,96 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, com os embarques afetados pela crise na Ucrânia, que era um dos principais importadores do produto brasileiro em 2013, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita com as exportações nos primeiros três meses do ano somaram 291,34 milhões de dólares, queda de 8,56 por cento na mesma comparação.

Em março de 2014, houve uma queda no volume total exportado de 0,57 por cento, na comparação com o mesmo mês de 2013. Em receita, houve queda de 0,8 por cento, para 104,52 milhões de dólares. O preço médio recuou 0,20 por cento na comparação anual.

"A Ucrânia, que tradicionalmente era um dos principais clientes da carne suína brasileira, desapareceu do ranking de importadores", observou a ABPA em comunicado.

Apesar da queda anual, a associação apontou uma melhora nos embarques em relação a fevereiro. O volume exportado subiu 5,65 por cento, enquanto a receita cresceu 8,27 por cento. O preço médio aumentou 2,5 por cento, na comparação mensal.

"Nos últimos dias, tem havido intensa movimentação de clientes no exterior querendo informação sobre exportações de carne suína brasileira, o que indica que nosso produto está sendo bem avaliado neste momento de ocorrência da Diarréia Suína Epidêmica (PED) nos Estados Unidos", disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota.

Para o vice-presidente da ABPA-Suínos, Rui Eduardo Saldanha Vargas, o resultado de março ante fevereiro já era esperado, pois a Rússia vinha dando indicações de que iria aumentar suas compras no Brasil.

"A Rússia informou, na semana passada, que habilitou mais uma unidade exportadora de suínos no Rio Grande do Sul", disse Vargas, no comunicado.

A Rússia continua liderando as importações de carne suína do Brasil. Em março, respondeu por 30 por cento do volume exportado pelo país, seguida por Hong Kong, com 28 por cento, e por Angola, com 12 por cento.

(Por Roberto Samora)