Acordo entre Holcim e Lafarge leva consultoria ao topo de ranking de fusões

terça-feira, 8 de abril de 2014 16:08 BRT
 

LONDRES, 8 Abr (Reuters) - A fusão de 60 bilhões de dólares entre as produtoras de cimento Holcim e Lafarge impulsionou uma empresa fundada por dois irmãos há apenas um ano ao topo do mercado europeu de assessoria especializada, representando uma ameaça a companhias rivais e grandes bancos de investimento.

Graças ao seu papel na transação que criará a maior produtora de cimento do mundo, a Zaoui & Co abocanhou uma fatia de 15 por cento do mercado de assessoria de fusões e aquisições da Europa até agora neste ano, com base no valor das operações.

Com isso, a empresa fundada pelos banqueiros marroquinos naturalizados franceses Yoel e Michael Zaoui superar rivais como Greenhill e Perella, que atuam no mercado há anos.

A companhia também está desafiando grandes bancos de investimento, aparecendo na oitava posição no ranking de assessoria de fusões e aquisições da Europa desde janeiro, segundo dados da Thomson Reuters.

O crescimento dos ex-executivos do Goldman Sachs e Morgan Stanley sinaliza tendência entre empresas de buscar assessoria de empresas menores, mas altamente focadas, que podem colocar relacionamentos pessoais no centro do que fazem. Diferente de grandes bancos de investimentos, que com frequência tentam vender uma série de outros serviços para clientes.

"Todo objetivo de executivo sênior de banco de investimento é ficar perto de presidentes-executivos e de conselhos de administração para receber uma chamada quando algo importante estiver sendo contemplado", disse Yoel Zaoui, 52. Ele tem 20 anos de experiência como assessor financeiro, grande parte dos quais no Goldman Sachs, onde ele co-liderou a equipe global de fusões e aquisições.

"Michael e eu somos extremamente focados apenas nisso. Quando estamos numa transação, vamos a todas as reuniões e os clientes apreciam esse foco."

Butiques de fusões e aquisições assumiram 32 por cento de participação no setor na Europa este ano, segundo dados da Thomson Reuters. Isso se compara a uma fatia de apenas 6 por cento no mesmo período do ano passado.

(Por Sophie Sassard e Anjuli Davies)