Relatório da Guiné pede cassação de 2 concessões da BSGR, parceira da Vale

quarta-feira, 9 de abril de 2014 09:35 BRT
 

CONAKRY, 9 Abr (Reuters) - Um relatório do governo da Guiné recomendou que a BSG Resources (BSGR) perca duas concessões de minério de ferro, dizendo que a companhia do bilionário israelense Beny Steinmetz as obteve por meio de corrupção.

O relatório, divulgado nesta quarta-feira, recomendou que a Guiné retire as permissões de mineração do depósito gigante de minério de ferro de Simandou e que cancele a concessão de Zogota.

O documento também pede que o governo exclua a VBG, uma joint venture entre a BSGR e a mineradora Vale, de qualquer processo futuro para realocação de licenças.

"Há um conjunto de evidências precisas e coerentes com certeza suficiente da existência de práticas de corrupção que mancharam a emissão dos direitos de mineração e da concessão de mineração para Simandou e Zogota para a BSGR", disse o relatório.

"Desta forma, as práticas de corrupção também mancharam e afetaram os direitos e concessões de mineração atualmente detidos pela joint venture VBG", disse o documento.

A BSGR, braço de mineração do conglomerado de Steinmetz, negou as alegações e disse que o governo está baseando-se em alegações fabricada e em um processo ilegítimo para justificar um plano de retomada das minas e premiação de aliados políticos. A empresa disse que irá buscar arbitragem internacional.

Fontes disseram à Reuters, em março, que o comitê que preparava o relatório iria recomendar a cassação das licenças.

O relatório disse que a Vale, maior acionista da joint venture VBG, não participou da corrupção.

Segundo uma fonte próxima da mineradora brasileira, a companhia já gastou mais de 1 bilhão de dólares no projeto da Guiné.   Continuação...