Relatório da Guiné pede cassação de concessões da BSGR, parceira da Vale

quarta-feira, 9 de abril de 2014 17:21 BRT
 

Por Bate Felix e Silvia Antonioli

CONAKRY, 9 Abr (Reuters) - Um relatório do governo da Guiné recomendou que a BSG Resources (BSGR) e sua parceira em joint venture no país, a brasileira Vale, percam duas concessões de minério de ferro, dizendo que a BSGR as obteve por meio de corrupção.

O relatório, divulgado nesta quarta-feira, recomendou que a Guiné retire a permissão de mineração do depósito gigante de minério de ferro de Simandou, detida pela VBG (joint venture da BSGR e da Vale), e que cancele a concessão de Zogota.

O documento também pede que o governo exclua a VBG de qualquer processo futuro para realocação de licenças.

"Há um conjunto de evidências precisas e coerentes com certeza suficiente da existência de práticas de corrupção que mancharam a emissão dos direitos de mineração e da concessão de mineração para Simandou e Zogota para a BSGR", disse o relatório.

"Desta forma, as práticas de corrupção também mancharam e afetaram os direitos e concessões de mineração atualmente detidos pela joint venture VBG", disse o documento.

A BSGR, braço de mineração do conglomerado do bilionário israelense Beny Steinmetz, negou as alegações e disse que o governo está se baseando em alegações fabricadas e em um processo ilegítimo para justificar um plano de retomada das minas e premiação de aliados políticos. A empresa disse que irá buscar arbitragem internacional.

Fontes disseram à Reuters, em março, que o comitê que preparava o relatório iria recomendar a cassação das licenças.

O relatório disse que a Vale, maior acionista da joint venture VBG, não participou da corrupção.   Continuação...