CSN terá que reduzir participação na Usiminas, decide Cade

quarta-feira, 9 de abril de 2014 18:14 BRT
 

Por Luciana Otoni e Alberto Jr.

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu de forma unânime nesta quarta-feira que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tem que reduzir sua participação acionária na rival Usiminas, adquirida em 2011.

O relator do caso no órgão antitruste, Eduardo Pontual Ribeiro, porém, não quis informar a jornalistas em quanto a participação terá que ser reduzida, afirmando que a quantidade e o prazo para a CSN se desfazer das ações da Usiminas são "confidenciais".

Representantes da CSN não puderam comentar o assunto de imediato. A Usiminas informou que não vai se pronunciar.

A CSN comprou ações da Usiminas em 2011 em várias operações no mercado, durante processo de alteração no grupo de controle da rival, concluído com a entrada da ítalo-argentina Techint e saída de Votorantim e Camargo Corrêa.

Em abril de 2012, o Cade decidiu por medida cautelar impedir que a CSN tivesse um assento no Conselho de Administração da Usiminas e de aumentar sua participação na rival.

Até julho de 2013, a CSN era a maior acionista individual da Usiminas, sendo detentora de 14,13 por cento das ações ordinárias e 20,71 por cento das preferenciais, num total de 17,43 por cento do capital total, segundo dados do Cade, citados pelo relator.

Desde então, a fatia da CSN em ações ordinárias da Usiminas caiu a 11,66 por cento, enquanto o percentual em papéis preferenciais recuou a 20,14 por cento, representando 15,91 por cento do capital total, de acordo com números da BM&FBovespa sobre a posição acionária de 17 de fevereiro.

Segundo a cotação de fechamento das ações nesta quarta-feira, essa participação da CSN na Usiminas vale cerca de 1,39 bilhão de reais.   Continuação...