China diz não planejar grande estímulo; comércio em março é fraco

quinta-feira, 10 de abril de 2014 07:45 BRT
 

Por Aileen Wang e Adam Rose

BOAO/PEQUIM, 10 Abr (Reuters) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, descartou um grande estímulo para combater desacelerações de curto prazo no crescimento, mesmo que grandes quedas nos dados de importações e exportações tenham reforçado as previsões de que a segunda maior economia do mundo perdeu força no início de 2014.

Li destacou nesta quinta-feira que a criação de emprego seja a prioridade de política do governo, afirmando a um fórum de investimento na ilha de Hainan que não importa se o crescimento ficar um pouco abaixo da meta oficial de 7,5 por cento.

"Não adotaremos, em resposta a flutuações momentâneas no crescimento econômico, medidas de estímulo substanciais de curto prazo", disse Li em discurso.

"Vamos em vez disso focar mais em desenvolvimentos saudáveis de médio a longo prazo."

As declarações de Li estão entre as mais claras dadas até agora sobre os planos do governo para a economia, que tem aturdido investidores globais neste ano com uma performance surpreendentemente fraca.

Dados comerciais nesta quinta-feira mostraram que as exportações caíram inesperadamente pelo segundo mês seguido em março, a pior leitura em mais de quatro anos, enquanto as importações tiveram a pior queda em 13 meses.

As exportações caíram 6,6 por cento em março ante o ano anterior, após queda de 18,1 por cento em fevereiro.

As importações recuaram 11,3 por cento, deixando o país com um superávit comercial de 7,7 bilhões de dólares para o mês, ante déficit de 23 bilhões de dólares em fevereiro.

Pesquisa da Reuters mostrava expectativa de alta de 4 por cento nas exportações e de 2,4 por cento nas importações, com superávit de 900 milhões de dólares.

Economistas ficaram mais preocupados com a queda nas importações, que parece confirmar a fraqueza na indústria e na demanda do consumidor. Parte da queda nas exportações foi atribuída a números do começo do ano passado terem sido inflados por faturas falsas antes de uma ação repressiva do governo em meados de 2013.