Preços ao consumidor na China sobem, mas deflação ao produtor persiste

sexta-feira, 11 de abril de 2014 10:24 BRT
 

Por Adam Rose

PEQUIM, 11 Abr (Reuters) - A taxa de inflação ao consumidor na China avançou em março devido ao salto nos preços dos alimentos, mas a persistente deflação no setor industrial foi mais um sinal de demanda fraca e desaceleração do crescimento na segunda maior economia do mundo.

O índice de preços ao consumidor avançou 2,4 por cento em março na comparação com o ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira, ante alta de 2,0 por cento em fevereiro, mas abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters.

Os preços dos alimentos frescos tiveram o maior peso, com as frutas registrando alta anual de 17,3 por cento e os vegetais subindo 12,9 por cento, embora analistas tenham dito que a inflação de alimentos está mostrando sinais de moderação. Os preços da carne de porco recuaram 6,7 por cento ante o ano anterior.

Já os preços ao produtor recuaram em termos anuais pelo 25º mês ao registrarem deflação de 2,3 por cento, ligeiramente pior do que o esperado.

"No geral, esperamos que as pressões inflacionárias permaneçam benignas em meio a uma demanda doméstica tépida", disseram economistas do Barclays em relatório.

Dados comerciais fracos nesta semana completaram uma série de números decepcionantes neste ano. Autoridades descartaram qualquer grande estímulo para impulsionar a economia, embora tenham anunciado algumas medidas menores.

A expectativa é que o crescimento econômico anual tenha desacelerado para uma mínima de cinco anos de 7,3 por cento no primeiro trimestre, ante 7,7 por cento no final de 2013, de acordo com pesquisa da Reuters. Os dados serão divulgados em 16 de abril.

 
Cliente escolhe produtos em supermercado de Shenyang, na província de Liaoning, China. A taxa de inflação ao consumidor na China avançou em março devido ao salto nos preços dos alimentos, mas a persistente deflação no setor industrial foi mais um sinal de demanda fraca e desaceleração do crescimento na segunda maior economia do mundo. 11/04/2014. REUTERS/Stringer