Reforma do FMI parece improvável, dizem fontes

sexta-feira, 11 de abril de 2014 14:02 BRT
 

By Anna Yukhananov

WASHINGTON, 11 Abr (Reuters) - Autoridades financeiras globais parecem inclinadas a dar aos Estados Unidos mais tempo para endossar uma série de reformas do Fundo Monetário Internacional cujo objetivo é dar mais peso às economias emergentes, em vez de tentarem implementar propostas alternativas que driblem a intransigência dos EUA.

Os ministros de Finanças que se reúnem neste fim de semana em Washington para reuniões do FMI devem debater diversas medidas pontuais que permitam a implementação mesmo que parcial da reforma estrutural proposta em 2010 sem a aprovação formal dos EUA.

No mês passado, senadores democratas desistiram de incluir as reformas em um pacote de ajuda à Ucrânia, porque a Câmara norte-americana, dominada pela oposição democrata, se recusou a considerar o assunto.

Frustradas com a demora dos EUA, autoridades financeiras internacionais estão cogitando alternativas.

Entre elas estaria o aumento do peso do voto dos países emergentes, o que como as reformas formais reduziria o poder do voto norte-americano. Outra proposta, mais drástica, é a de não prorrogar a autoridade do FMI para conceder empréstimo de emergência, segundo o secretário australiano do Tesouro, Martin Parkinson.

As opções serão debatidas nesta sexta-feira numa reunião do comitê de orientação do FMI e do G20.

"São todas elas opções legítimas", disse Parkinson.

Ainda assim, Parkinson e outros afirmaram que o resultado mais provável é que o FMI dê mais tempo aos EUA.   Continuação...

 
Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, antes de iniciar coletiva durante reunião anual da entidade, em Washington. 10/04/2014 REUTERS/Gary Cameron