G20 dá prazo até final do ano para EUA aprovarem reformas no FMI

sexta-feira, 11 de abril de 2014 20:01 BRT
 

Por Louise Egan e Anna Yukhananov

WASHINGTON, 11 Abr (Reuters) - Ministros de Finanças de todo o mundo deram nesta sexta-feira aos Estados Unidos prazo até o final do ano para ratificar as reformas há muito adiadas no Fundo Monetário Internacional (FMI) e ameaçaram avançar sem os norte-americanos, se não fizerem isso.

A incapacidade de prosseguir com medidas para dar aos mercados emergentes uma voz mais poderosa no FMI e escorar os recursos dos credores parecem ser a questão mais controversa para as autoridades do Grupo das 20 maiores economias e os representantes de todos os países-membros do FMI que se reuniram com elas.

Em um comunicado final, os ministros das Finanças e chefes de bancos centrais do G20 disseram que estavam "profundamente decepcionados" com a demora.

"Aproveito esta oportunidade para exortar os Estados Unidos a implementarem as reformas como uma questão de urgência", disse a repórteres o responsável pela pasta do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, à margem dos encontros realizados pelo FMI e Banco Mundial.

As reformas dobrariam os recursos do Fundo e dariam mais poder de voto no FMI para países como os do chamado Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o fim deste ano é o limite para as reformas do FMI saírem do papel. "O final do ano para mim é o limite final. Passar quatro anos esperando é muito", afirmou Mantega a jornalistas.

O Congresso dos EUA se recusou a assinar a revisão, que é resultado de um acordo de 2010, e o fracasso ofuscou até mesmo as discussões sobre a crise na Ucrânia e as repercussões das políticas de superafrouxamento monetário nas economias avançadas.

Alguns republicanos se queixam de que as mudanças custariam muito em um momento em que o governo dos EUA enfrenta grandes déficits orçamentários. As reformas também entram em conflito com uma tendência isolacionista crescente entre a influente ala do Tea Party no Partido Republicano.   Continuação...