Reforma do FMI chega a sério impasse, diz autoridade do G20

domingo, 13 de abril de 2014 11:12 BRT
 

WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) - Discussões sobre as reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um impasse, apesar da declaração de líderes financeiros globais de que iriam avançar sem os Estados Unidos caso o país deixe de ratificar as mudanças até o final do ano, disse uma autoridade do G20 neste domingo.

A incapacidade de continuar dando uma voz mais poderosa no FMI aos mercados emergentes e reforçar os recursos do fundo parece ser a questão mais controversa para autoridades do Grupo das 20 maiores economias e os representantes dos países-membros do FMI que se reuniram no final de semana.

Em um comunicado final, os ministros de finanças e dirigentes de bancos centrais do G20 disseram estar "profundamente decepcionados" com o atraso dos EUA.

"Alguns disseram que precisamos dar aos EUA mais espaço", disse a autoridade, que participou das negociações do G20 e falou sob condição de anonimato. "Eu diria que estamos em um beco sem saída", completou.

Qualquer tentativa de dividir o pacote de reformas proposto em 2010 pelo G20 seria desastrosa não só para os EUA, mas para todo o grupo, ele disse, porque a maioria dos países já passou pelos procedimentos de ratificação.

"Se você quebrar o pacote de 2010, terá que começar de novo", disse a autoridade. "E esse fator não pode ser superado. Como superar isso? Ninguém quer passar novamente por este processo pela segunda vez."

Outras autoridades não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

(Por Lidia Kelly)