Dilma defende Petrobras e promete combate à corrupção na estatal

segunda-feira, 14 de abril de 2014 19:37 BRT
 

14 Abr (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez uma defesa enfática da Petrobras nesta segunda-feira e prometeu combater "com rigor" qualquer ato de corrupção envolvendo a petroleira, em um momento em que paira a ameaça de instalação de uma CPI para investigar a estatal.

Em discurso contundente a favor da empresa atingida por denúncias que podem resultar na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso, Dilma afirmou que os dados da Petrobras têm sido "manipulados" para proveito político.

"Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, eu defenderei em quaisquer circunstâncias e com todas as minhas forças a Petrobras", disse em cerimônia de batismo e viagem inaugural de navios petroleiros em Ipojuca (PE).

"Mas, igualmente, não ouvirei calada a campanha negativa dos que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem desta empresa", disse.

A oposição tenta emplacar uma CPI para investigar denúncias de suposto superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos; suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras por uma empresa holandesa; e de ativação de plataformas de exploração de petróleo sem todas as condições de segurança, entre outros pontos.

"Não transigirei em combater todo tipo de mal-feito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito de qualquer espécie, seja ele cometido por quem quer que seja", prometeu a presidente no evento desta segunda.

Dilma destacou ainda que órgãos de investigação e fiscalização, como a Polícia Federal (PF), e a Controladoria Geral da União (CGU), estarão "sempre atentos" para apurar denúncias contra a empresa.

Esta não é a primeira vez que a presidente se manifesta sobre o assunto desde que as denúncias sobre a estatal voltaram à tona. Em meados de março Dilma divulgou nota informando que a decisão de compra da refinaria de Pasadena foi tomada com base em documento "técnica e juridicamente falho" e que se soubesse de todas as cláusulas do contrato não teria autorizado a operação.

Nesta segunda, num tom mais enfático, recorreu à história da estatal -citando, inclusive a possibilidade de privatização da empresa, motivo de críticas ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB)- para afirmar que a Petrobras foi reerguida por seu governo e o de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Continuação...

 
A presidente Dilma Rousseff durante evento no Rio de Janeiro, em abril. 02/04/2014 REUTERS/Ricardo Moraes