Nestlé vê crescimento mais rápido após fraco começo de ano

terça-feira, 15 de abril de 2014 07:27 BRT
 

ZURIQUE, 15 Abr (Reuters) - A Nestlé espera crescimento de vendas nos próximos trimestres após desacelerar para 4,2 por cento em moeda local no primeiro trimestre, quando o tempo excepcionalmente frio atingiu vendas na América do Norte e consumidores europeus continuaram optando por marcas mais baratas.

A fabricante das sopas Maggi e do café instantâneo Nescafé está enfrentando tempos difíceis, com um lento crescimento nos mercados emergentes já não compensando vendas fracas nas economias desenvolvidas, que respondem pela maior parte de seu negócio.

A maior empresa de alimentos do mundo disse que espera que o contínuo fortalecimento do franco suíço impacte suas vendas divulgadas este ano.

Mas a companhia afirmou que o lançamento de novos produtos estava ajudando a sustentar o crescimento em condições de mercado difíceis, e que iria continuar inovando e apoiando suas marcas.

As vendas em moeda local no primeiro trimestre subiram para 20,8 bilhões de francos suíços (23,66 bilhões de dólares), aquém da previsão de 21,46 bilhões em consenso de analistas em uma pesquisa da Reuters. As vendas caíram 5,1 por cento em francos suíços, atingidas pela força relativa da moeda suíça.

O crescimento orgânico do primeiro trimestre de 4,2 por cento, que desconsidera movimentos cambiais e aquisições, ficou ligeiramente acima da previsão de 4,1 por cento da pesquisa, mas abaixo do patamar de 4,3 por cento no mesmo período do ano passado, e do crescimento de 4,6 por cento no consolidado de 2013.

"Nós confirmamos nossa previsão para o ano inteiro: o desempenho será ponderado pelo segundo semestre, superando o mercado, com crescimento orgânico de cerca de 5 por cento", disse a Nestlé em comunicado.

A Nestlé gera um quarto de suas vendas nos Estados Unidos. Nas Américas, as vendas subiram 4,6 por cento, ajudadas por uma forte demanda por café solúvel e alimentos para animais de estimação na América Latina. As vendas na Europa avançaram apenas 0,3 por cento, com os preços continuando a cair, enquanto a região de Ásia, Oceania e África (AOC) cresceu 7,3 por cento.

(Por Silke Koltrowitz)