Ações europeias caem por preocupações com Ucrânia e notícias corporativas

terça-feira, 15 de abril de 2014 14:34 BRT
 

Por Blaise Robinson e Sudip Kar-Gupta

PARIS/LONDRES, 15 Abr (Reuters) - As ações europeias fecharam em queda nesta terça-feira, retomando a série de vendas generalizadas da semana passada, em meio a preocupações com a escalada das tensões na Ucrânia e notícias decepcionantes sobre companhias como a Nestlé.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne os principais papéis do continente, tombou 0,96 por cento, a 1.306 pontos, retomando as perdas da semana passada, em que caiu cerca de 3 por cento, antes de mostrar ligeira recuperação na segunda-feira.

Renovados temores sobre o ritmo de crescimento da China antes da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) na quarta-feira também pesaram sobre o ânimo do mercado. As ações das gigantes da mineração BHP Billiton e Rio Tinto perderam 2 por cento e 3,1 por cento, respectivamente.

De acordo com pesquisa da Reuters, espera-se que a China tenha crescido no menor ritmo em cinco anos no primeiro trimestre, a 7,3 por cento, embora especulações sobre um ritmo de crescimento mais baixo nesta terça-feira tenham levado investidores a vender papéis de mineradoras, disseram operadores.

"Estamos cautelosos no curto prazo, esperando para ver como a situação geopolítica evolui. Há muitas incertezas sobre a Ucrânia, o que pode se tornar catalisador negativo para as ações se as coisas fugirem do controle", disse o diretor do Barclays France, Franklin Pichard.

A Rússia declarou que a Ucrânia está à beira de uma guerra civil nesta terça-feira, enquanto Kiev deu início, de forma muito discreta, a uma operação de repressão aos separatistas do leste.

Além disso, algumas blue-chips publicaram notícias piores do que as expectativas dos analistas.

A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo em termos de vendas e que tem forte exposição à África, à China e a outros mercados emergentes, divulgou alta modesta nos volumes de vendas de cerveja no ano, derrubando sua ação a uma queda de 2,3 por cento.   Continuação...