Governo federal não vê necessidade de racionamento de energia, diz Credit Suisse

quinta-feira, 17 de abril de 2014 13:56 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal não vê necessidade de racionamento de energia e não iniciará uma campanha para economia de energia porque considera que a situação de atendimento da demanda neste ano é administrável, informaram analistas do Credit Suisse em relatório, após reunião com autoridades na quarta-feira.

O Credit mencionou em relatório que, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, é possível operar as fontes de fornecimento de energia com menos restrições com as quais normalmente se opera, se o cenário hidrológico exigir.

"Como exemplos, ele observou que o ONS é capaz de reduzir os fluxos de água em algumas bacias utilizadas para o transporte (Tietê-Paraná), juntamente com menores restrições de reservatórios em algumas regiões que são usados ​​como fontes para a irrigação, sem impactar as condições econômicas e de vida nessas áreas", escreveram os analistas liderados por Vinicius Canheu.

Chipp também teria mencionado entre eventos dos próximos meses que colaborarão para o nível das represas das hidrelétricas do país a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño com menos intensidade em breve e as expectativas de temperaturas no Sul e Sudeste do Brasil menores que as médias nas próximas semanas.

Os analistas do Credit acrescentaram que acreditam que o governo não deverá tomar novas medidas para apoiar o setor pelos próximos meses além do leilão A-0 e da captação de recursos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). "Como resultado, investidores devem esperar continuar vendo volatilidade na performance no setor", escreveram.

Analistas ainda esperam que os preços de energia de curto prazo se mantenham em níveis máximos nos próximos meses.

O encontro do Credit Suisse foi com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, e o presidente da CCEE, Luiz Eduardo Barata.