Ministério investiga caso atípico de doença da vaca louca em MT

quinta-feira, 24 de abril de 2014 16:04 BRT
 

SÃO PAULO, 24 Abr (Reuters) - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento acionou o sistema de defesa animal para averiguar um provável caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca, em Mato Grosso, maior produtor de gado do Brasil.

"As investigações de campo indicam tratar-se de uma única suspeita de caso atípico de EEB, já que o animal foi criado exclusivamente em sistema extensivo (a pasto e sal mineral) e foi abatido em idade avançada, com cerca de 12 anos de idade", informou o ministério em nota nesta quinta-feira.

Segundo o comunicado, estas características indicam um caso atípico de EEB, que ocorre de forma esporádica e espontânea, não relacionada à ingestão de alimentos contaminados, considerado um caso tradicional.

O ministério afirmou que os produtos derivados desse bovino não ingressaram na cadeia de alimentação humana ou animal e o material de risco foi incinerado.

"Por precaução, todos os animais contemporâneos ao caso provável foram identificados individualmente e interditados", acrescentou em nota.

O ministério informou que o bovino analisado foi enviado para abate no dia 19 de março de 2014, por ter problemas reprodutivos ocasionados pela idade avançada. Ele não tinha sintomas de distúrbios neurológicos.

O comunicado explicou que, durante a inspeção "ante mortem", o fiscal federal agropecuário responsável pela fiscalização no frigorífico encontrou um animal caído. Com esse quadro, o animal não foi considerado apto ao abate de rotina, sendo direcionado ao abate de emergência e submetido à colheita de amostras para o teste de EEB.

"O resultado final dos exames realizados em laboratório nacional agropecuário detectou a marcação priônica", informou.

Conforme os protocolos brasileiros, o governo deu início à investigação epidemiológica a campo e providências para o envio da amostra ao laboratório de referência internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Weybridge, na Inglaterra, para confirmação da suspeita.   Continuação...