Produção de petróleo da Petrobras no Brasil sobe 0,6% no 1º tri

sexta-feira, 2 de maio de 2014 13:52 BRT
 

Por Roberto Samora e Jeb Blount

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 2 Mai (Reuters) - A produção de petróleo da Petrobras no Brasil subiu 0,6 por cento no primeiro trimestre contra igual período de 2013, aumentando os desafios da companhia para atingir seu objetivo de elevar a extração no país em 7,5 por cento em 2014.

Já a produção total de óleo e gás da empresa, incluindo as operações no exterior, caiu 0,8 por cento no acumulado de janeiro a março, para uma média de 2,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia, contra 2,551 milhões de barris diários um ano antes, segundo cálculos da Reuters com base em números mensais publicados no site da Petrobras.

Considerando os números no Brasil e fora do país, foi o pior resultado para um primeiro trimestre desde 2009, quando a estatal produziu 2,497 milhões de barris de óleo equivalente por dia, em média.

Já a produção exclusiva de petróleo no Brasil somou 1,921 milhão de barris/dia em média no trimestre, contra 1,91 milhão de barris/dia no primeiro trimestre de 2013, à medida que novos poços de produção no pré-sal entram em operação. Em março, houve um crescimento de 4,3 por cento ante o mesmo mês de 2013.

A produção total no país e no exterior cresceu 0,6 por cento em março ante fevereiro e subiu 2,6 por cento na comparação com o volume extraído um ano antes.

A empresa não relatou detalhes sobre os volumes médios de produção trimestral. Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente pedido da Reuters para mais informações.

A estatal divulga seu resultado referente ao primeiro trimestre dentro de uma semana, e os números de produção ganham importância no momento em que a empresa tem sido obrigada a importar petróleo e derivados para atender ao crescente mercado interno de combustíveis.

A companhia tem lidado com o declínio natural dos campos na Bacia de Campos, de onde extrai a maior parte do seu petróleo, tendo até mesmo implantado um programa de aumento da eficiência operacional na região. Além disso, a estatal sofre com paradas para manutenção de plataformas, o que acaba tendo impacto na produção.   Continuação...