Lucro da BR Properties cai 35% no 1o tri; vê melhora gradual da vacância

segunda-feira, 5 de maio de 2014 19:27 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 5 Mai (Reuters) - A empresa de imóveis comerciais BR Properties viu seu lucro líquido cair 35 por cento no primeiro trimestre em relação ao ano passado, enquanto vê uma melhora gradual da taxa de vacância e um ano de 2014 parecido com 2013.

O lucro líquido da empresa que tem o BTG Pactual como principal acionista foi de cerca de 59,5 milhões de reais, ante 90,8 milhões de reais um ano antes, divulgou a BR Properties nesta terça-feira.

"O que pressionou no primeiro trimestre contra o primeiro trimestre do ano anterior foi uma subida da taxa de juros. É que naturalmente isso impacta o valor das propriedades. Na hora que você descontar o fluxo de caixa, há um desconto a uma taxa maior", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Pedro Daltro.

A companhia encerrou o trimestre com resultado financeiro negativo de 134,6 milhões de reais, 13 por cento maior na comparação ano a ano. As despesas gerais e administrativas subiram 20 por cento, encerrando o trimestre em 25,9 milhões de reais.

A receita líquida da BR Properties cresceu 3 por cento e encerrou o trimestre em 232,8 milhões de reais. Segundo Daltro, isso ocorreu por conta da venda de propriedades ao longo do ano passado, o que segundo o diretor levou a empresa a ter 14 milhões de reais de receitas a menos entre janeiro e março.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve leve queda de 1 por cento na comparação anual, encerrando o trimestre em 209,3 milhões de reais.

"O primeiro trimestre foi bastante positivo seja para a BR Properties, seja para o mercado. A velocidade de locação não é a mesma que era em 2012, mas as coisas estão acontecendo. A tendência é a melhora continuar lentamente", disse Daltro.

A BR Properties encerrou o trimestre com 18.800 metros quadrados locados, ante 8 mil um ano antes.

Já a taxa de vacância financeira ficou em 8,1 por cento, ante 8,9 por cento um ano antes. No primeiro trimestre de 2012, a vacância da companhia era de 1,1 por cento.   Continuação...