Economia dos EUA terá crescimento mais rápido após inverno, diz OCDE

terça-feira, 6 de maio de 2014 10:26 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 6 Mai (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos deve se recuperar com força no segundo trimestre à medida que diminui o impacto do inverno brutalmente frio, mas as pressões inflacionárias continuarão domadas até 2015, de acordo com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em seu cenário econômico publicado nesta terça-feira, a OCDE estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA vai expandir-se em 3,9 por cento neste trimestre, e afirmou esperar que o crescimento mantenha um ritmo bom durante o resto do ano.

O inverno rigoroso fez com o PIB crescesse apenas 0,1 por cento no período entre janeiro e março, informou o governo em sua estimativa inicial na semana passada, e esse número já parece exagerado.

Dados sobre gastos com construção e estoques industriais para março que foram divulgados desde então mostraram-se mais fracos do que o governo assumiu, sugerindo que a economia provavelmente contraiu.

"Entretanto, indicadores antecedentes, como intenção de investimento e expectativas de negócios, além de altas em medidas de confiança do consumidor e de empresas, sugerem que a atividade está se recuperando", disse a OCDE.

A expectativa é que o crescimento atinja 2,6 por cento neste ano e acelere para 3,5 por cento em 2015, segundo a OCDE, com ganhos em preços de ativos impulsionando a renda das famílias e à medida que o peso da política fiscal continua a diminuir. O crescimento ficou em 1,9 por cento em média no ano passado.

A OCDE afirmou que o risco às estimativas é de que o investimento empresarial se recupere com menos vigor do que projetado se as expectativas de crescimento das empresas falharem.

Por outro lado, as pressões inflacionárias devem permanecer benignas, dado o fraco aumento dos salários. A taxa de desemprego deve ficar em média em 6,5 por cento neste ano, ante 7,4 por cento em 2013.

Os índices de inflação acompanhados pelo Federal Reserve, banco central dos EUA, tendem a ficar abaixo da meta de 2 por cento até 2015.

"A política monetária permanece bastante expansionista, como apropriado dada a capacidade ociosa no mercado de trabalho e a fraqueza nos preços e nos salários", disse a OCDE. "A inflação caiu para taxas baixas, embora alguns dos fatores por trás da queda devam ser transitórios, e as pressões salariais continuem nulas".