Peru impõe embargo de 180 dias à carne do Brasil por suspeita de vaca louca

quinta-feira, 8 de maio de 2014 12:45 BRT
 

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - O Peru impôs embargo temporário, de 180 dias, à carne bovina procedente do Brasil por causa da suspeita de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, informou a assessoria do Ministério da Agricultura brasileiro nesta quinta-feira.

O Peru, um importador de volumes insignificantes de carne bovina brasileira, é o primeiro país a anunciar restrição ao produto do Brasil, o maior exportador global.

Mais cedo, o presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti, havia informado que o Peru adotou "alguma restrição temporária" sobre a carne bovina do Brasil.

O Brasil avalia que o animal de Mato Grosso apresentou evidências de ter um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como vaca louca.

O ministério aguarda para esta semana o resultado do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ratificando o resultado de avaliações realizadas no Brasil.

No caso atípico, que ocorre de forma esporádica e espontânea, principalmente em animais mais velhos, não há relação com a ingestão pelos animais de ração contaminada. A vaca morta em Mato Grosso tinha 12 anos --nasceu e foi criada na mesma fazenda, em sistema extensivo de produção a pasto e sal mineral, segundo o ministério.

No caso clássico, a doença é transmitida por ração contaminada com o príon, por ter sido elaborada com produtos obtidos de animais infectados.

De qualquer forma, a carne e outros produtos do animal de Mato Grosso não ingressaram na cadeia alimentar, e o material de risco específico foi incinerado, segundo o ministério.

(Por Fabíola Gomes)

 
Gado fotografado momentos antes de serem embarcados em caminhões para serem levados a portos de exportação, em Moju, no Pará. O Peru impôs embargo temporário, de 180 dias, à carne bovina procedente do Brasil por causa da suspeita de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, informou a assessoria do Ministério da Agricultura brasileiro nesta quinta-feira. 7/11/2013. REUTERS/Paulo Santos