8 de Maio de 2014 / às 16:03 / 3 anos atrás

Peru embarga carne do Brasil por suspeita de vaca louca atípica

Gado fotografado pouco antes de ser embarcado em caminhões para seguirem para portos exportadores, em Moju, no Pará. O Peru impôs embargo temporário, de 180 dias, à carne bovina procedente do Brasil por causa da suspeita de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, informou nesta quinta-feira o Ministério da Agricultura brasileiro. 7/11/2013.Paulo Santos

Por Fabíola Gomes

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - O Peru impôs embargo temporário, de 180 dias, à carne bovina procedente do Brasil por causa da suspeita de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, informou nesta quinta-feira o Ministério da Agricultura brasileiro.

O Peru, um importador de volumes insignificantes de carne bovina brasileira, é o primeiro país a anunciar restrição ao produto do Brasil, o maior exportador global.

Caso seja confirmado, será o segundo caso atípico --que não apresenta risco de transmissão da doença-- no Brasil.

No final de 2012, houve tal ocorrência no Paraná, o que levou alguns países a decretarem restrições à carne brasileira, impactando as exportações em 2013, apesar de o caso ter sido classificado como "atípico".

Mais cedo, o presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti, disse acreditar que eventuais restrições em 2014 fiquem limitadas ao Mato Grosso, principal Estado produtor de gado do Brasil. A companhia é a segunda exportadora de carne bovina do país, atrás da JBS.

O Brasil, que trabalha com a perspectiva de atingir exportações recordes em 2014, avalia que o animal de Mato Grosso apresentou evidências de ter um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o nome técnico da doença de vaca louca.

O ministério aguarda para esta semana o resultado do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ratificando o resultado de avaliações realizadas no Brasil.

No caso atípico, que ocorre de forma esporádica e espontânea, principalmente em animais mais velhos, não há relação com a ingestão pelos animais de ração contaminada. A vaca morta em Mato Grosso tinha 12 anos --nasceu e foi criada na mesma fazenda, em sistema extensivo de produção a pasto e sal mineral, segundo o ministério.

No caso clássico, a doença é transmitida por ração contaminada com o príon, por ter sido elaborada com produtos obtidos de animais infectados.

De qualquer forma, a carne e outros produtos do animal de Mato Grosso não ingressaram na cadeia alimentar, e o material de risco específico foi incinerado, segundo o ministério.

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