Ações europeias fecham na máxima em quase 6 anos após BCE sinalizar que agirá em junho

quinta-feira, 8 de maio de 2014 14:09 BRT
 

Por Francesco Canepa

LONDRES, 8 Mai (Reuters) - O principal índice de ações europeias fechou na máxima em quase seis anos nesta quinta-feira, liderado por papéis de bancos italianos e espanhóis, após o Banco Central Europeu (BCE) abrir a porta para novas medidas de estímulo em junho.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações do continente, subiu 1,06 por cento, a 1.358 pontos, maior nível de fechamento desde junho de 2008. O movimento refletiu especulações de que o BCE pode cortar os juros no mês que vem, abrindo caminho para novas medidas como um programa de compra de ativos.

Ações de bancos italianos, que detêm grandes montantes da dívida de seu governo, saltaram 4,1 por cento devido à perspectiva de custos de financiamento mais baixos se o BCE cortar os juros ou começar a comprar títulos públicos ou corporativos.

O BCE, que está tentando combater o risco de inflação excessivamente baixa, manteve sua principal taxa de juros nesta quinta-feira. Mas o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que está "confortável" com a ideia de agir em junho, depois que as projeções da equipe do banco central forem publicadas.

"Esses mercados estão disparando devido à ideia de que (o BCE) está pronto para agir. Depois de ser bastante silencioso, ele está agora mostrando as cartas", disse o vice-presidente de Investimentos do Coutts, Alan Higgins.

"Primeiro um corte nos juros, que deve ser muito modesto, e depois algum tipo de QE (quantitative easing). O fato de que eles estão avaliando isso é suficiente para deixar o mercado bastante empolgado", acrescentou.

Um programa de compra de ativos reduziria os custos de financiamento onde ainda estão elevados, como no sul da Europa. Isso ajudaria companhias que enfrentam dificuldades devido à dívida elevada e lucros baixos, como bancos italianos e espanhóis ou o grupo de telecomunicações Telecom Italia, cuja ação subiu 1,1 por cento.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,63 por cento, a 6.839 pontos.   Continuação...