Magazine Luiza nega agressividade em preços, ações saltam após resultado

quinta-feira, 8 de maio de 2014 15:49 BRT
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - A ação do Magazine Luiza chegou a saltar mais de 13 por cento nesta quinta-feira, após a companhia de móveis e eletrodomésticos divulgar fortes números para o primeiro trimestre e negar a oferta de preços mais baixos para alavancar as vendas.

Na noite da véspera, a empresa anunciou que teve lucro de 20,5 milhões de reais de janeiro a março, frente a 800 mil reais no mesmo intervalo do ano passado.

As vendas nas mesmas lojas, que consideram as unidades abertas há mais de um ano, subiram 25,4 por cento sobre um ano antes, com alta de 22,3 por cento nas lojas físicas e de 44 por cento na operação online.

"Fica evidente que o Magazine Luiza está ganhando participação de mercado e apresentou forte crescimento de participação no trimestre", disse a XP Investimentos, em relatório assinado pelo analista William Alves.

Líder de mercado, a Via Varejo --que controla as bandeiras Pontofrio e Casas Bahia-- viu as vendas nas mesmas lojas subirem apenas 3,6 por cento no mesmo período.

Durante teleconferência com analistas, executivos do Magazine Luiza foram questionados se a varejista estaria adotando uma agressiva política de preços para elevar seu market share.

O diretor executivo de operações da companhia, Frederico Trajano, negou que isso esteja ocorrendo e argumentou que o modelo de remuneração dos funcionários "é amarrado à margem bruta", linha do resultado que seria afetada num cenário de preços mais agressivos.

No primeiro trimestre, a margem bruta do Magazine Luiza caiu 0,9 ponto percentual, a 27,3 por cento, sob influência de uma reclassificação contábil do INSS. Sem esse efeito, o recuo teria sido de apenas 0,2 ponto percentual sobre igual etapa do ano passado.   Continuação...