Justiça quebra sigilo bancário da Petrobras em negócios da refinaria no PE

quinta-feira, 8 de maio de 2014 20:30 BRT
 

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - A Justiça Federal do Paraná determinou nesta quinta-feira a quebra do sigilo bancário de transferências da Petrobras para algumas empresas envolvidas na construção da Refinaria do Nordeste (Rnest), no âmbito da operação Lava-Jato da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro.

O custo total da refinaria em Pernambuco, que deverá começar a operar no fim do ano, está estimado atualmente em cerca de 20 bilhões de dólares, várias vezes superior ao montante orçado inicialmente.

A Justiça ainda determinou nesta quinta-feira a quebra de sigilo bancário do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e de alguns familiares, informou a assessoria de imprensa da instituição.

Costa foi preso em meados de março.

Em abril, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, recebeu a visita de um delegado e três agentes da Polícia Federal que pediram a entrega de documentos sobre uma contratação específica realizada pela estatal.

No âmbito da operação Lava-Jato, a PF investiga movimentações financeiras atípicas que superam 10 bilhões de reais.

A Justiça determinou a quebra de sigilo de transferências bancárias da Petrobras para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa, Camargo Corrêa SA, Sanko Sider e Sanko Serviços.

O Ministério Público Federal pediu a quebra do sigilo de operações realizadas entre 1 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2013, o que foi concedido pela Justiça.

Procurada, a Petrobras não retornou imediatamente pedido para comentar o assunto.   Continuação...