Telefónica sinaliza outro ano difícil após lucro trimestral abaixo de expectativas

sexta-feira, 9 de maio de 2014 08:55 BRT
 

MADRI, 9 Mai (Reuters) - A espanhola Telefónica definiu o tom para mais um ano difícil depois de não atingir as previsões de lucro no primeiro trimestre, atingida por queda nas vendas na Europa, moedas mais fracas na América Latina e a venda de sua unidade tcheca no ano passado.

A maior companhia de telecomunicações da Europa em receita está, como muitas rivais, apostando em caras redes de fibra óptica e pacotes de serviços combinando telefones de linhas móveis e fixas, Internet de alta velocidade e TV para atrair consumidores e impulsionar o crescimento futuro.

Por ora, porém, o investimento está pressionando as margens e derrubando o lucro em um momento em que a economia europeia está lutando para se recuperar de um período prolongado de fraqueza econômica e muitos mercados emergentes estão vendo o crescimento desacelerar.

A Telefónica disse que suas vendas no primeiro trimestre tiveram queda de 13,5 por cento, para 12,23 bilhões de euros (16,96 bilhões de dólares), enquanto o lucro operacional antes de depreciação e amortização (Oibda) caiu 14 por cento, a 3,93 bilhões de euros, e o lucro líquido recuou 23,2 por cento, a 692 milhões de euros. Todas as cifras ficaram abaixo das expectativas de analistas.

"Os resultados estão um tanto mistos na Espanha e no Brasil, bons no Reino Unido e sem inspiração na Alemanha e na América Latina. Como esperado, o grupo reiterou sua meta para crescimento orgânico e limitou a erosão de margens. Mesmo assim, o primeiro trimestre reflete um leve atraso nessas metas", disseram analistas da Oddo Securities em uma nota a clientes.

Do lado positivo, a companhia disse que a dívida líquida alcançou 42,72 bilhões de euros, já dentro de uma meta para o fim do ano de manter a linha abaixo de 43 bilhões de euros, oferecendo espaço para manobras na atual consolidação da indústria de telecomunicações no mundo.

Às 08h50, as ações da companhia operavam em baixa de 3,28 por cento, a 11,64 euros.

(Por Julien Toyer e Andrés González)