Presidente da GE Oil & Gas vê mais crescimento apesar de acordo com Alstom

segunda-feira, 12 de maio de 2014 13:56 BRT
 

Por Ernest Scheyder e Lewis Krauskopf

NOVA YORK, 12 Mai (Reuters) - A oferta da General Electric de 16,9 bilhões de dólares pelos negócios de energia da Alstom fará pouco para diminuir o ritmo da divisão de petróleo e gás da GE, de acordo com o chefe da unidade, apesar da transação poder excluir a realização de outros grandes negócios pelo conglomerado dos Estados Unidos pelo menos até o próximo ano.

"Nós estamos buscando continuar o ritmo de crescimento e continuar a crescer em linha com o mercado, se não à frente do mercado, e aumentar a nossa presença dentro da GE", disse Lorenzo Simonelli, presidente da GE Oil & Gas, em uma entrevista.

À medida que o boom de energia em campos de xisto da América do Norte ganhou ritmo, a Chevron e outros clientes da GE foram abocanhando cabeças de poço, compressores e sensores feitos pela unidade, agora a terceira maior da GE em termos de receita.

A receita da unidade subiu mais de 80 por cento para quase 17 bilhões de dólares ao longo dos últimos quatro anos. Durante esse tempo, a GE Oil & Gas fechou uma série de negócios, incluindo a aquisição 3 bilhões de dólares da Lufkin, que fabrica bombas de campo de petróleo.

Mas o tamanho da oferta pela Alstom poderia significar menos investimentos em outras unidades da GE, pelo menos em termos de grandes aquisições. Afinal, os executivos da GE prometeram que o negócio, se consumado, irá efetivamente usar a maior parte do que a empresa reservou para fusões e aquisições neste ano e no próximo.

Mas Simonelli ignora tais preocupações. "2015 já está aí, virando a esquina", disse ele . "Não é muito tempo, por isso realmente não me incomoda muito".

AMBIÇÕES INTERNACIONAIS

Simonelli espera que sua divisão, que obteve um lucro 2,2 bilhões de dólares no ano passado sobre uma receita de 17 bilhões, aumente a receita a uma taxa percentual de um dígito alto nos próximos anos.   Continuação...