Parlamentares fazer pressão por renúncia de chefe do Credit Suisse

segunda-feira, 12 de maio de 2014 15:51 BRT
 

ZURIQUE, 12 Mai (Reuters) - O chefe do Credit Suisse, Brady Dougan, está sob pressão de parlamentares para renunciar em função do papel do banco suíço de ajudar clientes norte-americanos ricos com evasão fiscal, uma dor de cabeça judicial cuja resolução poderá custar ao banco até 1,6 bilhão de dólares.

O banco com sede em Zurique é o alvo de mais alto perfil em uma investigação dos Estados Unidos que lançou uma sombra sobre o setor bancário suíço desde que o rival UBS tornou-se a primeira grande instituição a fazer acordo por acusações fiscais, há cinco anos.

O partido suíço Social Democrata, de esquerda, pediu no domingo que Dougan renunciasse, dizendo que ele e outros executivos respondiam por parte do problema, aumentando as apostas por Dougan num momento em que ele busca resolver o caso com as autoridades norte-americanas.

"Se você está justificando seu alto salário com a responsabilidade que carrega, então não pode tirar o corpo fora em caso de emergência", disse o presidente do partido Social Democrata, Christian Levrat, em um comunicado.

O Credit Suisse elevou a remuneração de Dougan em mais de um quarto no ano passado, para 9,8 milhões de francos suíços (11,06 milhões de dólares), apesar de não atingir todas as metas de desempenho e de ver uma alta nas despesas processuais relacionadas à investigação dos EUA.

O Credit Suisse se recusou a comentar.

(Por Katharina Bart)