Setor de carne descarta impacto de embargos à exportação por EEB atípica

segunda-feira, 12 de maio de 2014 17:03 BRT
 

SÃO PAULO, 12 Mai (Reuters) - O setor de carne bovina não deve sofrer impacto negativo por conta de um registro de doença de vaca louca atípica no Brasil, uma vez que os principais embargos externos anunciados estão focados no Estado de Mato Grosso, onde o caso de EEB foi detectado, disse nesta segunda-feira o presidente da associação que reúne a indústria.

O executivo considerou ainda que o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina, detectado em uma vaca antes do abate em unidade da JBS, também deve ter impacto limitado sobre os preços da arroba e fluxo de comércio no país.

"Não (vejo impacto). O Estado tem peso na exportação, mas dá para alterar o funcionamento das fábricas, transferindo produção", disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Antonio Camardelli.

Ele acrescentou que o Estado --que tem o maior rebanho bovino e peso grande nas exportações-- ainda poderá continuar abastecendo os demais países que não colocarem restrições a seu produto.

"Temos acompanhado Mato Grosso, mas desde o momento deste episódio não tem super oferta de animais, não teve oscilações no preço arroba e os preços de mercado se mantêm", acrescentou.

Mais cedo o presidente-executivo da Marfrig, Sérgio Rial, disse que Egito, Irã e Argélia impuseram restrições à carne bovina de Mato Grosso por conta do caso atípico da doença em um frigorífico no Estado, Sérgio Rial.

Camardelli, da Abiec, explicou que oficialmente --com confirmações dos dois lados, do governo do Brasil e do país importador-- somente Peru (com embargo ao produto do Brasil) e Egito (com restrição apenas ao Estado) até o momento comunicaram restrições.

O presidente da Abiec informou que terá reunião em Brasília, com representantes do ministério para avaliar os próximos passos a serem adotados para reverter esta situação.

Na semana passada, o Peru já havia imposto embargo temporário, de 180 dias, à carne procedente do Brasil.   Continuação...