November 23, 2007 / 11:02 AM / 10 years ago

Dividido, Líbano enfrenta vácuo na Presidência

3 Min, DE LEITURA

<p>O presidente do L&iacute;bano Emile Lahoud (centro) posa do oficias durante para o dia da independ&ecirc;ncia do pa&iacute;s. A turbul&ecirc;ncia no L&iacute;bano se agravou nesta sexta-feira, &uacute;ltimo dia do mandato do presidente &Eacute;mile Lahoud, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; acordo entre os l&iacute;deres pol&iacute;ticos a respeito de sua sucess&atilde;o. Photo by Reuters</p>

Por Tom Perry

BEIRUTE (Reuters) - A turbulência no Líbano se agravou nesta sexta-feira, último dia do mandato do presidente Émile Lahoud, já que não há acordo entre os líderes políticos a respeito de sua sucessão.

Muitos temem que esse vácuo presidencial gere dois governos paralelos e violência no país, que ainda se recupera da guerra civil de 1975 a 1990.

Os parlamentares da maioria governista pró-ocidental pretendem participar da eleição presidencial indireta, marcada para 13h no Parlamento (horário local). Mas não deve haver o quórum de dois terços, devido ao boicote da oposição, liderada pelo Hezbollah. A votação já foi adiada quatro vezes.

"Não espero surpresas no Parlamento", disse o deputado governista Mohammad Kabbani. "Não haverá eleição por maioria absoluta. E não espero surpresas na rua."

Uma fonte da oposição disse que o presidente do Parlamento, Nabih Berri, deve convocar uma nova tentativa para dentro de uma semana, aproximadamente.

"Há temores pelo futuro, e sou da geração que viveu a guerra civil, que destruiu os nossos sonhos", disse o artista Charbel Faris, 55 anos. "Já basta, chega de dançar no fio da espada."

Milhares de policiais e soldados, com a ajuda de blindados, foram distribuídos pelas ruas de Beirute durante a noite, principalmente em torno do Parlamento, de outros prédios públicos e de um hotel cinco estrelas onde dezenas de parlamentares anti-sírios vivem há meses, sob escolta, depois de receberem ameaças.

Lahoud, um político ligado à Síria, contesta a legitimidade do governo do primeiro-ministro Fouad Siniora e, sem dar detalhes, promete medidas antes de deixar a Presidência -- entregar os poderes presidenciais ao comandante do Exército, Michel Suleiman, seria uma opção, certamente rejeitada pela coalizão governista.

Pela lei, o presidente do Líbano deve ser cristão maronita, enquanto o primeiro-ministro é muçulmano.

A maioria anti-síria argumenta que o governo de Siniora deveria assumir automaticamente os poderes presidenciais até a nova eleição, opinião que tem o apoio de chanceleres europeus que foram a Beirute tentar uma mediação.

Os Estados Unidos e seus aliados libaneses culpam a Síria pelo impasse.

O Hezbollah e seus aliados cristãos dizem que o governo quer lhes privar de sua participação legítima no governo e acusa Washington de tentar controlar o Líbano.

Reportagem adicional de Nadim Ladki

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