2 de Novembro de 2007 / às 20:54 / em 10 anos

Queda no número de mortes deixa Bush mais otimista sobre Iraque

Por Matt Spetalnick

FORT JACKSON, Estados Unidos (Reuters) - O presidente George W. Bush fez uma avaliação otimista da impopular guerra do Iraque e elogiou na sexta-feira a redução da violência e das baixas militares, como sinal de que os reforços deste ano estão funcionando.

“Com a nossa ajuda, o povo iraquiano está confrontando os terroristas e estão recuperando seu país”, disse Bush, em sua avaliação mais detalhada sobre o Iraque desde que anunciou, em setembro, que a melhora na segurança permitiria uma diminuição no contingente.

Mas ele admitiu que o governo iraquiano falhou em seus esforços contra a divisão sectária. “Deixei meu desapontamento claro à liderança iraquiana”, afirmou em cerimônia a soldados que completavam um treinamento básico no Fort Jackson, Carolina do Sul.

Há dois dias, o governo iraquiano disse que o número de mortos civis no país caiu em outubro a seu menor nível do ano. No mês, os EUA perderam 39 soldados no país, menor número desde março de 2006.

Bush tenta mostrar que a melhoria nos números se deve ao envio de 3.000 soldados adicionais neste ano para estabilizar Bagdá e outras áreas do país.

“Nossa estratégia reconhece que, uma vez que os iraquianos se sintam seguros em suas casas e bairros, podem começar a criar empregos e oportunidades, e isso está começando a acontecer”, afirmou Bush.

“A corrupção continua um problema, o desemprego continua alto e as melhorias que vimos na economia iraquiana não são uniformes em todo o país. Mas no geral a economia iraquiana cresce a um ritmo forte.”

O governo espera que as notícias positivas vindas do Iraque possam pressionar o Congresso, controlado por democratas, a aprovar um pedido adicional de verbas para as guerras do Iraque e Afeganistão.

Em setembro, Bush aceitou a proposta do general David Petraeus, comandante dos EUA no Iraque, de retirar cerca de 20 mil soldados até julho de 2008, mas rejeitou qualquer desocupação mais radical.

A redução planejada devolverá o contingente, atualmente em cerca de 170 mil militares, para o mesmo nível de antes do envio de reforços.

As pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos é contra a estratégia de Bush e gostaria de uma retirada mais acelerada.

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