4 de Dezembro de 2007 / às 14:20 / em 10 anos

Governo confia em aumento da oferta de gás para garantir energia

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 4 de dezembro (Reuters) - O fornecimento de energia elétrica no Brasil está garantido até 2010, devido à perspectiva de forte aumento na disponibilidade de gás, mas ainda há um déficit na oferta de energia para 2011 de aproximadamente 1.400 megawatts, informou nesta terça-feira a estatal EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, citou estimativas de que a produção nas Bacias de Campos, Espírito Santo e Santos vai ampliar a oferta de gás de 16 para 40 milhões de metros cúbicos até 2010. “Com a entrada maciça do gás e a chegada do GNL (gás natural liquefeito), o parque térmico que está hoje operando com 40 por cento vai poder operar mais”, afirmou.

“Com as térmicas a segurança aumenta. O problema agora é o ano de 2011, que temos que completar a oferta, e talvez haja necessidade de aumentar um pouco a oferta de 2012, embora as distribuidoras estejam 110 por cento contratadas”, disse Tolmasquim a jornalistas durante evento no Rio.

Ele informou que o governo pretende realizar novos leilões de energia no primeiro semestre de 2008 para ampliar a oferta no país e eliminar o déficit de 1.400 MW.

No próximo dia 10 de dezembro, a primeira hidrelétrica do complexo do Madeira (em Rondônia) será leiloada pelo Governo e a segunda unidade deve ser licitada no primeiro semestre de 2008, informou o presidente da EPE. “Com a entrada das duas, não haverá problemas (de fornecimento) a partir de 2013”, declarou.

O executivo elogiou a revisão para baixo feita pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) para a curva de aversão a risco para os próximos meses. “O governo não interferiu no processo. Janeiro é o mês da chuva e não era razoável se elevar a curva de risco num momento chuvoso. Preponderou o bom senso”, disse ele.

BIODIESEL

O presidente da EPE prevê algumas dificuldades na introdução obrigatória de 2 por cento de biodiesel no diesel a partir de primeiro de janeiro de 2008.

“Qualquer transição está sujeita a dificuldades... os desafios são a logística, o suprimento e ter a quantidade de biodiesel no momento adequado. Tem que ver se quem vendeu vai cumprir o contrato de biodiesel”, disse Tolmasquim.

“Tenho certeza que o programa vai funcionar, mas se em primeiro de janeiro tudo vai estar funcionando, não sei”, acrescentou o presidente da EPE.

Edição de Marcelo Teixeira

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