No 4o dia, reunião na OMC mantém impasse da Rodada de Doha

quinta-feira, 24 de julho de 2008 09:03 BRT
 

Por Laura MacInnis e Robin Pomeroy

GENEBRA (Reuters) - Persistiram na quinta-feira, pelo quarto dia consecutivo, as profundas diferenças entre países ricos e pobres a respeito de como concluir a chamada Rodada de Doha da abertura comercial global.

Na quarta-feira, o debate entrou pela madrugada, e nas próximas horas os diplomatas devem decidir se faz sentido continuar tentando.

"Ainda vejo grandes divergências. Vamos ver durante o dia se é possível preencher tais lacunas", disse o negociador argentino, Néstor Stancanelli, ao chegar para a rodada de quinta-feira na sede da Organização Mundial do Comércio, às margens do lago Genebra.

O evento está previsto para durar até sábado, mas os envolvidos dizem que ou as negociações desmoronam antes, ou serão prorrogadas até a semana que vem.

Um dos principais entraves à conclusão da Rodada de Doha, lançada em 2001 no Catar, é a redução de subsídios e tarifas agrícolas nos países desenvolvidos, o que permitiria ao Terceiro Mundo ampliar suas exportações e reduzir a pobreza.

Os EUA e a União Européia já fizeram ofertas para reduzir tarifas e subsídios agrícolas, mas pressionam os países emergentes, como Brasil e Índia, a se abrirem mais para serviços e produtos industriais.

Analistas dizem que a Rodada de Doha precisa ser concluída ainda neste mês, sob o risco de ser posteriormente atropelada pela mudança no comando da Casa Branca e da Comissão Européia.

Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou os EUA e a UE a melhorarem suas ofertas agrícolas, sob pena de colocar todo o processo a perder.   Continuação...