2 de Setembro de 2008 / às 15:20 / em 9 anos

ANÁLISE-A vice republicana ganhará votos femininos par McCain?

Por Ed Stoddard

ST. PAUL, EUA (Reuters) - Conseguirá uma governadora que gosta de caçar e que é contrária ao aborto atrair um número suficiente de norte-americanas para garantir a vitória do republicano John McCain na corrida pela Presidência dos EUA?

Essa era a pergunta a ser respondida enquanto Sarah Palin, governadora do Alasca em primeiro mandato, preparava-se para aceitar a nomeação do Partido Republicano, na quarta-feira, para se tornar a primeira mulher a concorrer ao cargo de vice-presidente pela sigla.

Nome bem-visto pela base cristã e conservadora da legenda, Palin poderia ajudar a atrair tanto homens quanto mulheres para as urnas a fim de votarem em McCain no dia 4 de novembro.

Pesquisas de opinião mostram uma disputa acirrada entre o republicano e o candidato do Partido Democrata ao cargo, Barack Obama, que costuma sair-se melhor entre o eleitorado feminino.

O voto das mulheres encaixa-se em duas categorias: as norte-americanas brancas independentes ou indecisas e aquelas que deram apoio a Hillary Clinton em sua tentativa fracassada de conquistar a vaga democrata nas eleições presidenciais.

A carga ideológica --especialmente a respeito da polêmica questão do aborto, prática com a qual concorda a maior parte das norte-americanas-- impediria muitas simpatizantes de Hillary de votarem na chapa republicana.

"A grande maioria das mulheres que apoiou Hillary Clinton não veria em uma mulher republicana contrária ao aborto uma alternativa atraente", disse Scott Keeter, analista do Pew Research Center.

Esse ponto foi sublinhado por ex-partidárias de Hillary entrevistadas do lado de fora da Convenção Nacional Republicana, realizada em St. Paul (Minnesota) e que termina na quinta-feira.

"Elas são contrárias do ponto de vista ideológico", afirmou Kim Spotts, 52, enfermeira, explicando por que apoiou Hillary mas nunca ficaria ao lado de Palin. Spotts disse que votaria em Obama.

"Eu não votaria nela (Palin) de forma nenhuma. Eu realmente não gosto da postura altamente conservadora e religiosa dela", afirmou Barbara Patchen, 47, dona de casa, uma simpatizante de Hillary que hoje apóia o candidato democrata.

No entanto, ao menos duas mulheres que Patchen conhecia disseram que analisariam a chapa de McCain por causa de Palin, disse a dona de casa.

O comitê de campanha do republicano espera conquistar as mulheres indecisas e as independentes.

Uma pesquisa realizada diariamente pelo instituto Gallup em agosto mostrou que, entre os eleitores brancos independentes, 51 por cento dos homens preferiam McCain contra 35 por cento para Obama. Entre as mulheres, a vantagem de McCain diminuía para 42 por cento contra 41.

"McCain espera atrair alguns desses votos por meio de Palin", afirmou Keeter, acrescentando, porém, que muitas mulheres desse grupo também eram favoráveis ao aborto e poderiam, por isso, rejeitar a candidata a vice.

Os analistas aguardam por pesquisas sobre esse grupo de eleitores e as pesquisas mais amplas sobre as mulheres a fim de avaliar como Palin vem influenciando a disputa presidencial.

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