PETROBRAS planeja 4a usina de biodiesel e prevê 20 de etanol

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 18:51 BRT
 

Por Roberto Samora

RIO DE JANEIRO, 15 de setembro (Reuters) - A Petrobras Biocombustíveis, o braço de renováveis da estatal, iniciou estudos para ter a sua quarta unidade de biodiesel e pretende firmar parcerias com 20 empresas do setor sucroalcooleiro no Brasil nos próximos quatro anos, disse um diretor da companhia.

"Até o final do ano, as três (usinas de biodiesel, de Candeias, na Bahia, de Quixadá, no Ceará, e de Montes Claros, em Minas Gerais) estarão produzindo. E estamos fazendo o projeto de uma nova unidade, uma usina de grande porte, de 300 mil toneladas por ano. Essa seria a quarta unidade", disse o diretor industrial da Petrobras Biocombustíveis, Ricardo Castelo Branco.

A terceira usina deverá ser inaugurada em outubro.

A empresa, que inaugurou plantas em Candeias e Quixadá nos últimos meses, ainda não definiu a localização da quarta unidade nem o investimento previsto, mas já sabe que a nova usina processará até 30 por cento de mamona, com o objetivo de gerar a oferta de um produto para ser misturado a outros óleos, como a soja e o girassol, obtendo assim um biocombustível com especificações semelhantes ao utilizado na União Européia.

Embora ainda não tenha negociações em vista para exportar biodiesel à UE, ele observou que o biodiesel de soja não consegue atender algumas exigêncies européias, diferentemente daquele misturado com o de mamona.

"Toda vez que discutimos exportação para a Europa isso aparece como uma das dificuldades. A mamoma é uma solução que misturada ao biodiesel de soja melhora as propriedades a frio (no inverno rigoroso)", destacou ele em entrevista a jornalistas, após sua palestra na Rio Oil & Gas.

O diretor lembrou que a produção do biodiesel de mamona é um pouco mais complexa, mas a empresa já conseguiu equacionar as dificuldades técnicas.

A maior parte da produção da estatal deverá ter como destino o mercado interno, e a empresa planeja ter a mesma participação no setor que tem a BR Distribuidora, o braço de distribuição da estatal, algo em torno de 40 por cento do mercado.   Continuação...