EUA ainda não estão livres de atentados, diz Bush

quinta-feira, 6 de março de 2008 18:18 BRT
 

Por Tabassum Zakaria

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na quinta-feira que, cinco anos depois da criação do Departamento de Segurança Doméstica, o país continua ameaçado pelo terrorismo.

Em discurso a funcionários do Departamento, por ocasião do aniversário de sua criação, Bush disse que é importante que os norte-americanos se lembrem "de algumas lições sérias a respeito do 11 de Setembro", e que as agências de segurança precisam levar "muito a sério" as ameaças de novos atentados por parte da Al Qaeda.

Bush enfrenta oposição no Congresso para aprovar leis relativas à espionagem de cidadãos e vem sendo acusado nos últimos anos de usar o fator medo para conseguir dividendos políticos.

"Neste momento, em algum lugar do mundo, um terrorista está planejando um ataque contra nós. Sei que é um pensamento inconveniente para alguns, mas é a verdade", disse Bush.

Bush quer convencer a bancada democrata a aprovar uma lei que dê imunidade judicial a empresas privadas que ajudaram os EUA a monitorar comunicações de suspeitos de terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O projeto já passou no Senado, mas está emperrado na Câmara, onde a oposição quer mais informações sobre as atividades realizadas previamente por companhias telefônicas a pedido do governo Bush.

Muitos democratas argumentam que caberia à Justiça decidir se as empresas violaram as leis, em vez de esperar que o Congresso as proteja de processos civis que poderiam gerar bilhões de dólares em indenizações.

"Ainda estamos nos empenhando para chegarmos a um acordo", disse a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. "Mas não vamos abandonar a Constituição dos Estados Unidos."

Segundo ela, as atuais leis garantem a Bush a autoridade de que ele precisa. O presidente pressiona a Câmara a aprovar o projeto e submetê-lo à sua sanção até sábado. Ele argumenta que as agências de segurança não conseguem espionar suspeitos de terrorismo sem a ajuda de empresas privadas.

"Para evitar novos ataques contra a América (os EUA), precisamos saber com quem os terroristas estão conversando, o que estão dizendo e o que estão planejando. Não podemos obter essa informação vital sem a cooperação das companhias privadas", afirmou.