Samsung quer 15 por cento do mercado indiano de celulares

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 11:41 BRT
 

Por Sumeet Chatterjee

BANGALORE, 1o de outubro (Reuters) - A divisão de celulares da Samsung Electronics (005930.KS: Cotações) planeja elevar sua participação no mercado indiano de celulares a 15 por cento até a metade de 2009, ante cerca de nove por cento agora, anunciou o diretor de operações da empresa na Índia nesta quarta-feira.

A empresa planeja lançar nove novos modelos na Índia até o final deste ano para ampliar sua linha de 40 aparelhos, disse Sunil Dutt, acrescentando que o crescimento de vendas em mercados urbanos maduros estava se atenuando.

"Nos mercados rurais, entretanto, onde a telefonia móvel está apenas começando, ainda existe crescimento", ele disse.

"A Índia é um dos mercados cruciais para a Samsung, em termos mundiais", acrescentou.

A Índia, com quase 300 milhões de usuários de celulares, é o segundo maior mercado mundial de telefonia móvel, depois da China, e tem o potencial de crescer muito mais, já que pouco mais de um quarto da sua população hoje conta com um celular.

As operadoras de telefonia móvel do país estão adicionando entre oito milhões e nove milhões de clientes novos a cada mês, e o grupo de pesquisa Gartner calcula que o país disporá de 737 milhões de assinaturas em 2012.

Os preços dos aparelhos da Samsung na Índia variam de 1,5 mil rúpias (32 dólares) a 46 mil rúpias, e os principais concorrentes são a Nokia NOK1V.HE, Motorola MOT.N e LG Electronics (066570.KS: Cotações).

No momento, os celulares com preço inferior a três mil rúpias respondem por 68 por cento das vendas na Índia. Dutt diz que a demanda por celulares mais sofisticados, com câmeras, música e acesso à Internet, está crescendo devido aos novos hábitos de consumos da vasta classe média indiana.

A Gartner estimou no começo do ano que apenas 30 por cento dos aparelhos móveis vendidos no mundo em 2008 seriam para consumidores em mercados maduros, e que o crescimento viria principalmente dos mercados emergentes, nos quais muitos consumidores estariam adquirindo seu primeiro celular.

No mês passado, a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, antecipou perda de mercado no terceiro trimestre, porque o mercado de aparelhos móveis em 2008 deve ser prejudicado pela queda da confiança dos consumidores em muitos mercados.