Bush alerta Síria contra interferências no Líbano

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 16:47 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou na quinta-feira o assassinato de um general libanês e alertou a Síria a não interferir no Líbano.

O general François Al Hajj, que era muito cotado para ser o novo comandante do Exército, foi morto por um carro-bomba na quarta-feira. O atual comandante, general Michel Suleiman, deve ser eleito presidente da República na eleição programada para a semana que vem.

Hajj foi a nona vítima de assassinatos políticos desde a morte do ex-premiê Rafik Al Hariri, em fevereiro de 2005. Hajj foi o primeiro militar morto nessa onda de crimes, mas a exemplo dos demais era contra a presença da Síria no Líbano.

"Como muitas vítimas antes deles, o general Al Hajj era um apoiador da independência do Líbano e um adversário da interferência da Síria nos assuntos internos do Líbano", disse Bush.

"Peço à comunidade internacional que apóie o governo do Líbano em seus esforços para trazer os autores desses viciosos ataques à Justiça", disse ele em nota, na qual reiterou apoio ao atual governo.

A Síria nega qualquer envolvimento nos crimes ocorridos no Líbano, que estão sob investigação da ONU.

Bush salientou a importância de garantir verbas para um tribunal especial criado neste ano pelo Conselho de Segurança da ONU, que segundo ele precisa começar a funcionar "o mais rapidamente possível".

(Por Tabassum Zakaria)