McCain tenta provar que é o melhor para evitar futuras guerras

segunda-feira, 14 de abril de 2008 10:13 BRT
 

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O virtual candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, tenta atualmente provar ao eleitorado que "detesta guerra", embora defenda com entusiasmo a atual estratégia bélica norte-americana no Iraque.

O candidato e seus assessores dizem que, devido ao passado dele como prisioneiro no Vietnã, ele conhece como ninguém os sacrifícios que a guerra exige e, se for eleito em novembro, não vai envolver o país em novos conflitos.

"Alguém que entenda a guerra, entenda os militares e tenha experiência de política externa e diplomática é a melhor pessoa para evitar a guerra", disse Charlie Black, assessor do senador. "McCain é o último cara que quer ir à guerra, e conhece todos os outros passos a dar para evitá-la."

Num momento em que os pré-candidatos democratas prometem retirar as tropas do Iraque, McCain adere à já antiga idéia de que os EUA estão em guerra contra os extremistas radicais islâmicos e que o Iraque é uma batalha decisiva nesse conflito.

Ele diz que os EUA devem permanecer no Iraque para ajudar a democracia a se arraigar no Oriente Médio. Defende também uma permanência prolongada como força de paz, a exemplo do que os EUA fazem há décadas na Coréia do Sul e Japão.

McCain também acredita que a melhora na segurança do Iraque, como resultado do reforço militar enviado pelos EUA por recomendação dele, irá tornar o eleitorado mais paciente e simpático ao republicano.

"Um número significativo de norte-americanos acredita que devamos voltar para casa com honra, não com desgraça e genocídio", disse ele recentemente a jornalistas em seu ônibus de campanha.

McCain fala com agressividade contra o Irã devido à influência desse país no Iraque e por suas supostas tentativas de desenvolver armas nucleares --algo, no entanto, que foi desmentido no final de 2007 por um relatório de inteligência do próprio governo norte-americano.

Tudo isso anima a oposição democrata, ávida por reconquistar a Casa Branca após oito anos do governo de George W. Bush.

McCain argumenta que seus adversários Barack Obama e Hillary Clinton defendem uma retirada "afobada", da qual desistiriam assim que conhecessem a realidade do conflito.

 
<p>O candidato presidencial republicano John McCain, em reuni&atilde;o com donos de neg&oacute;cios em Nova York, em 10 de abril de 2008. Photo by Shannon Stapleton</p>