Confronto entre rei espanhol e Chávez encerra cúpula no Chile

sábado, 10 de novembro de 2007 17:53 BRST
 

Por Manuel Farías e Mónica Vargas

SANTIAGO (Reuters) - A 17a Cúpula Ibero-Americana chegou ao fim no sábado, em Santiago, com uma disputa pública entre o rei da Espanha e o presidente venezuelano, deixando longe a imagem de coesão que o encontro visava.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi protagonista da reunião de três dias no Chile e, durante a sessão de encerramento, irritou o rei Juan Carlos e o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, por haver chamado o ex-presidente da Espanha, José Maria Aznar, de "fascista".

"Por que não se cala?", gritou o rei para Chávez, apontando-o com o indicador, quando o líder venezuelano tentava interromper Zapatero, que pedia respeito por Aznar. O monarca saiu por alguns momentos da sala depois do enfrentamento com Chávez.

"Pode-se discordar radicalmente de tudo, respeitando-se às pessoas", disse Zapatero, provocando o aplauso dos chefes de governo presentes à sessão da cúpula, marcada pela fricção e debates entre os vários governantes.

Como anfitriã, a presidente chilena, Michelle Bachelet, disse em entrevista à imprensa que as disputas refletiram a "diversidade" das posturas e o aspecto "apaixonado" da reunião.

"O debate não tem de assustar ninguém. Não há que se dramatizar os debates", disse Bachelet.

Apesar das brigas, os presidentes ibero-americanos conseguiram fechar acordos e aprovaram a "Declaração de Santiago", que prevê a formulação de ações para aumentar a coesão social entre os países do bloco.

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