18 de Setembro de 2008 / às 19:51 / 9 anos atrás

Indústria de bens e serviços de petróleo atrai estrangeiras

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 18 de setembro (Reuters) - O convite do presidente Lula para que a Argentina participe do desenvolvimento da infra-estrutura de logística na exploração do pré-sal ganhou mão dupla na Rio Oil & Gas 2008, com uma inédita rodada de negócios de empresas de outros países da América Latina interessadas na indústria de bens e serviços do Brasil.

“Fizemos uma ação inédita e muito bem sucedida desta vez na feira, com a participação de 45 empresas brasileiras oferecendo seus produtos a nove empresas estrangeiras”, afirmou nesta quinta-feira o superintendente da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), Bruno Musso, entidade que coordena a rodada junto com a agência de promoção de exportações, Apex .

As empresas estrangeiras interessadas em comprar ou contratar serviços brasileiros foram as argentinas Repsol, Petroamericana e Tecna; a colombiana Ecopetrol; a peruana Petroleira Monte Rico; a Petroequador; além das subsidiárias da Petrobras na Colômbia e Argentina e a mexicana Pemex.

A expectativa é de que os negócios que serão fechados nos próximos 12 meses a partir desse contato somem 287,3 milhões de dólares, superando em sua estréia a tradicional rodada de negócios visando o mercado brasileiro, que atingiu este ano cerca de 176 milhões de reais contra os 100 milhões de reais do ano passado.

A rodada de negócios acontece durante a feira, que também deverá divulgar o volume das transações realizadas durante os quatro dias de exposição. Ao todo foram 1.200 expositores de 20 países em 35 mil metros quadrados de stands.

No segundo semestre do ano passado, as empresas participantes da rodada internacional exportaram 500 milhões de dólares e de janeiro a maio deste ano cerca de 200 milhões de dólares.

“Fizemos um investimento de 60, 70 mil dólares para uma ação que poderá ter um retorno de 287,3 milhões de dólares, e isso numa visão conservadora”, disse o gestor de projetos da Apex Márcio Almeida.

Na versão nacional das negociações na feira foram 23 empresas compradoras, entre elas Shell, Petrobras, Devon, Statoil, Chevron, Estaleiro Mauá, e do outro lado da mesa 197 vendedoras.

“Esse ano decidimos fazer acompanhamento dos negócios para ver o que será fechado realmente, vamos fazer um levantamento em seis meses e depois em 12 meses”, informou o gerente da área de desenvolvimentos industriais do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Renato Regazzi.

Segundo Regazzi, a terceira rodada nacional de negócios da Rio, Oil & Gas se diferenciou de outras anteriores pela quantidade de demanda por alta tecnologia visando a exploração e produção no pré-sal.

“A oportunidade existe mas para alcançar tem que fazer o dever de casa...o parque industrial brasileiro é fantástico, mas vai precisar de parcerias com investidores estrangeiros, com empresas que transfiram tecnologia, dessa maneira vamos poder exportar nosso parque industrial para todos os países”, concluiu Regazzi.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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