Receita da ArcelorMittal Tubarão sobe US$1,2 bi com expansão

quarta-feira, 28 de novembro de 2007 18:04 BRST
 

Por Denise Luna

VITÓRIA, 28 de novembro (Reuters) - A ArcelorMittal Tubarão, antiga CST, terá um acréscimo de receita de 1,2 bilhão de dólares em 2008 por conta da expansão da empresa com a construção do seu terceiro alto-forno, informou o presidente da ArcelorMittal Brasil, José Armando Campos, que confirmou planos de investimentos do grupo ArcelorMittal no Brasil.

"Este ano já teremos mais um milhão de toneladas de aço do terceiro alto-forno, no ano que vem teremos produção plena", disse Campos a jornalistas na véspera da inauguração da unidade, que contará com a presença do presidente mundial da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Iniciado em 2004, o terceiro alto-forno de Tubarão eleva a capacidade da empresa de 5 para 7,5 milhões de toneladas de aço, um investimento de 1,8 bilhão de dólares. A expansão fez parte de um projeto que incluiu também a construção de uma coqueria e uma termelétrica, ambas em operação.

O empreendimento faz parte dos planos de crescimento da ArcelorMittal Brasil, holding controlada pelo gigante siderúrgico Arcelor Mittal e que tem como ativos no país, além da ArcelorMittal Tubarão, ArcelorMittal Vega (ex-vega do Sul) e ArcelorMittal Aços Longos (ex-Belgo Mineira). A ArcelorMittal Timóteo, ex-Acesita, ficou de fora da holding Arcelor Mittal Brasil e ainda não tem planos de expansão.

"O que está acontecendo com a Arcelor Mittal era esperado, sempre apostamos no crescimento e ele chega junto com o aumento da demanda", afirmou Campos, que vê continuidade no aquecimento do mercado em 2008 e ainda queda de exportações este ano pela pressão do mercado interno.

Até outubro, o consumo de aço plano no Brasil cresceu 19 por cento, disse o executivo que também preside a ArcelorMittal de Tubarão e vice-presidente para a América do Sul de Aços Planos.

Segundo Campos, a expansão do laminador a quente em Tubarão, de 2 para cerca de 5 milhões de toneladas de capacidade, já recebeu o sinal verde dos controladores, assim como a expansão das unidades de laminação e galvanização da Arcelor Mittal Vega, em Vega do Sul, Santa Catarina, e da unidade de João Monlevade da ArceleorMittal Aços Longos.

O laminador deverá custar em torno dos 80 milhões de dólares e ficará pronto em 2009, enquanto a unidade do Sul consumirá 120 milhões de dólares e ficará pronto em dois anos, segundo Campos, com mais 400 mil toneladas de capacidade, passando a produzir 1,3 milhão de toneladas de bobinas de aço.   Continuação...