Fannie Mae e Freddie Mac discutem plano de intervenção federal

sábado, 6 de setembro de 2008 18:10 BRT
 

Por Patrick Rucker

WASHINGTON (Reuters) - Os conselhos diretores das companhias de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac marcaram uma reunião para este sábado para discutir um plano governamental para colocá-los sob intervenção federal, disseram fontes.

O plano do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos é colocar sob controle federal as duas empresas financiadas pelo governo e que respondem por quase metade da enorme dívida em débitos de hipotecas imobiliárias no país, estimada em 12 trilhões de dólares. Esse poderá ser o maior socorro financeiro governamental na história do país.

O conselho da Freddie Mac iria se reunir hoje e receber um resumo do plano do Departamento de Tesouro, disseram duas fontes que estão a par da reunião.

Uma outra fonte afirmou que os membros do conselho da Fannie Mae foram chamados a Washington para uma reunião neste sábado, durante a qual o executivo-chefe da empresa, Daniel Mudd, deveria informá-los sobre o plano, que o governo poderia anunciar ainda neste fim de semana.

A intervenção reflete a crescente preocupação entre as autoridades dos EUA de que os mercados financeiros tenham começado a perder confiança nas duas empresas depois de elas terem reportado perdas nos últimos quatro trimestres, como consequência do pior declínio no setor habitacional do país desde a Grande Depressão, nos anos 1930.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente do Fed, Ben Bernanke, e o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional, James Lockhart --o órgão regulador das empresas--, se encontraram em separado na sexta-feira com com Mudd, da Fannie Mae, e o CEO da Freddie Mac, Richard Syron.

Nem o Fed nem o Departamento do Tesouro quiseram fazer comentários sobre o plano de intervenção, que detalha o modo como o governo abocanhará uma ampla fatia das empresas.

Um plano emergencial aprovado pelo Congresso em julho deu ao Tesouro autoridade para oferecer um valor indeterminado de crédito para as empresas ou assumir uma fatia de seus ativos se elas enfrentassem problemas. A lei assinada em Julho pelo presidente George W. Bush depende de anuência das empresas para o aporte do Tesouro.