Atentado mata a ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 18:46 BRST
 

Por Augustine Anthony

RAWALPINDI, Paquistão (Reuters) - A líder oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto foi morta na quinta-feira por um homem-bomba, mergulhando o país em uma das piores crises dos seus 60 anos de história independente.

O atentado, ocorrido depois de um comício em Rawalpindi, desencadeou uma onda de violência, especialmente na província do Sindh, e deve provocar o adiamento da eleição parlamentar de 8 de janeiro, que marcaria a volta do país ao regime civil.

Bhutto, 54 anos, era imensamente popular entre os pobres do Paquistão e esperava chefiar o governo pela terceira vez.

Ela morreu num hospital de Rawalpindi, onde fica a sede do Exército e onde o pai dela, o ex-premiê Zulfikar Ali Bhutto, foi enforcado em 1979, depois de ser deposto num golpe militar.

A polícia disse que o homem-bomba ainda fez disparos contra Bhutto antes de se lançar sobre ela na hora da explosão, que matou pelo menos 16 outras pessoas.

"É um ato dos que desejam que o Paquistão se desintegre", disse Farzana Raja, dirigente do Partido do Povo do Paquistão, de Bhutto. "Eles acabaram com a família Bhutto."

O ex-premiê Nawaz Sharif, que era adversário dela, disse que seu partido decidiu boicotar as eleições e culpou o presidente Pervez Musharraf, que o depôs em 1999, por criar instabilidade.

"Eleições livres não são possíveis na presença de Musharraf", disse ele em entrevista coletiva em Islamabad. "Musharraf é a raiz de todos os problemas."   Continuação...

 
<p>A l&iacute;der oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto foi morta na quinta-feira por um homem-bomba, mergulhando o pa&iacute;s em uma das piores crises dos seus 60 anos de hist&oacute;ria independente. Foto de Bhutto durante campanha em Gujranwala, Paquist&atilde;o, em 1986. Photo by Reuters</p>