AGENDA POLÍTICA-Lula vai ao Japão para G8 e visita mais 3 países

segunda-feira, 7 de julho de 2008 12:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta terça-feira ao Japão, onde participa de reunião do G8 e do G5. A alta dos preços dos alimentos será o principal item da pauta dos líderes, assim como sua relação com os recordes nas cotações do petróleo.

Para o Japão, anfitrião do evento que será realizado na cidade de Sapporo, o eixo das discussões são as mudanças climáticas.

Lula, que também deve defender os biocombustíveis das críticas internacionais, participa como convidado no encontro do G8, formado pelos países mais industrializados do mundo (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e os Estados Unidos, além da Rússia). Do G5, composto pelo países emergentes, o Brasil é integrante junto com África do Sul, China, Índia e México.

Depois do Japão, onde permanece entre terça e quarta-feira, Lula irá ao Vietnã, nos dias 9 e 10; ao Timor Leste, no dia 11, e à Indonésia, nos dias 11 e 12. Em todas as visitas, procurará ampliar as relações comerciais com os países asiáticos.

No Congresso, que continua em ritmo lento às vésperas do recesso parlamentar e das eleições municipais, é esperada a votação em sessão conjunta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009. A LDO, que traz as indicações para a confecção do Orçamento da União, tem que ser votada até dia 18, quando começa o recesso.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está prevista para terça-feira a votação de projeto que impede políticos acusados de crimes graves de concorrer em eleições. São propostas que alteram a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90). O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) prevê a votação do texto pelo plenário já no dia seguinte, quarta-feira.

Pelo texto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a lei tornaria inelegíveis as pessoas que forem condenadas criminalmente, em primeira ou única instância, pela prática de crimes eleitorais e de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Inclui ainda os condenados por crimes contra o patrimônio, a economia popular, a ordem econômica e tributária, o mercado financeiro, a lavagem de dinheiro, a administração pública, e também por crimes hediondos. A inelegibilidade perduraria desde a condenação até quatro anos após o cumprimento da pena.

No Conselho de Ética da Câmara, está previsto para terça-feira o depoimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, acusado de envolvimento em esquema de desvio de verbas do BNDES.

(Reportagem de Carmen Munari; Edição de Eduardo Simões)