Tropas libanesas patrulham Beirute após retirada do Hezbollah

domingo, 11 de maio de 2008 10:16 BRT
 

Por Laila Bassam

BEIRUTE (Reuters) - Tropas libanesas patrulharam Beirute na madrugada deste domingo após combatentes do Hezbollah terem se retirado de áreas que haviam controlado em conflitos contra simpatizantes do governo, que é apoiado pelos Estados Unidos.

Mas os conflitos ainda ocorreram durante a noite em Trípoli, entre homens armados a favor e contra o governo. Fontes de segurança disseram que pelo menos duas pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas antes de o Exército ser destacado para encerrar as batalhas na segunda maior cidade do Líbano.

A polícia divulgou que houve 44 mortos e 128 feridos nos cinco dias de conflitos em Beirute e em demais localidades.

Centenas de soldados apoiados por veículos blindados bloquearam estradas e fixaram posição nas ruas na principal região muçulmana da capital. Não havia combatentes à vista, mas jovens mantiveram barricadas em algumas estradas vitais, assegurando assim que portos e o aeroporto de Beirute permanecessem fechados.

A oposição, liderada pelo Hezbollah, afirmou que manterá a campanha de "desobediência civil" até que suas exigências sejam compridas.

O Hezbollah, um grupo político apoiado pelo Irã e pela Síria e que possui uma guerrilha armada, afirmou no sábado que estava encerrando sua presença armada em Beirute após o Exército ter subvertido ordens do governo contra o grupo.

Enquanto a tensão diminuía em Beirute, houve poucos progressos para resolver as disputas políticas que levaram o Líbano à pior crise desde a guerra civil, que durou entre 1975 e 1990.

"Tendo como parâmetro o nível que causou a crise imediata, estamos na metade do caminho para acabar com ela", afirmou Paul Salem, diretor do centro leste do Carnegie Middle em Beirute.   Continuação...

 
<p>Tropas libanesas patrulham Beirute ap&oacute;s retirada do Hezbollah. Tropas libanesas patrulharam Beirute na madrugada deste domingo ap&oacute;s combatentes do Hezbollah terem se retirado de &aacute;reas que haviam controlado em conflitos contra simpatizantes do governo, que &eacute; apoiado pelos Estados Unidos. 11 de maio. Photo by Mohamed Azakir</p>