Ambição do Irã não é "benigna", diz autoridade dos EUA

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 18:44 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - O Irã mantém sua capacidade nuclear apesar de ter suspendido em 2003 seu programa de armas nucleares, e suas ambições não podem ser consideradas benignas, segundo o depoimento de quinta-feira do vice-diretor de inteligência do governo dos EUA, Donald Kerr, à Câmara dos Deputados.

Falando na Subcomissão de Inteligência, ele declarou que não há razão para crer que o Irã ainda queira desenvolver armas nucleares --o que já havia sido dito nesta semana pela nova Estimativa de Inteligência Nacional.

Após a divulgação do relatório oficial, o presidente George W. Bush, que há anos acusa o Irã de desenvolver armas nucleares, afirmou que a República Islâmica continua sendo um perigo.

Kerr afirmou que Teerã ainda tem o componente "mais importante" para retomar um programa nuclear militar, que seria a usina de enriquecimento de urânio. Além disso, segundo ele, o Irã também desenvolve mísseis balísticos.

"Não sugerimos de forma alguma que o Irã fosse benigno no futuro", disse Kerr à comissão. "O que tivemos de fazer foi tratar das provas que tínhamos, de que pelo menos parte do seu programa foi suspensa em 2003."

O Irã disse que o relatório foi a comprovação definitiva daquilo que o país há anos alega: que seu programa nuclear é voltado apenas para a geração de eletricidade com fins civis.

(Por Randall Mikkelsen)