21 de Dezembro de 2007 / às 11:13 / em 10 anos

Pela 6a vez, colombiana Clara Rojas faz aniversário no cativeiro

<p>Imagem de arquivo de Clara Rojas, sequestrada pelas Farc em 2002. A pol&iacute;tica colombiana Clara Rojas cumpriu na quinta-feira seu sexto anivers&aacute;rio na selva em que &eacute; mantida como ref&eacute;m pela guerrilha Farc, enquanto sua fam&iacute;lia espera que ela e o filho que teve no cativeiro sejam soltos ainda neste ano. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Nelson Bocanegra

BOGOTÁ (Reuters) - A política colombiana Clara Rojas cumpriu na quinta-feira seu sexto aniversário na selva em que é mantida como refém pela guerrilha Farc, enquanto sua família espera que ela e o filho que teve no cativeiro sejam soltos ainda neste ano.

Rojas, 44 anos, foi sequestrada em fevereiro de 2002 pelas Farc quando fazia campanha eleitoral junto com Ingrid Betancourt no interior do país. Depois do sequestro, o Partido Verde Oxigênio a registrou como vice na chapa de Betancourt à presidência.

Antes do sequestro, ela costumava celebrar o aniversário na casa da sua mãe, cercada pelos quatro irmãos.

“Na última vez que nos reunimos, foi ela quem trouxe tudo, porque queria festejar seu aniversário, mas conosco”, disse à Reuters Clara González de Rojas, mãe da refém.

“Ela comprou o bolo, trouxe os pratos, e eu proporcionei a comida, tínhamos tudo preparado”, lembrou a mãe, que sofreu uma paralisia após saber do sequestro da filha e agora caminha com ajuda de um andador.

As Farc anunciaram nesta semana a libertação de Rojas, de seu filho Enmanuel, 3 anos, e da ex-parlamentar Consuelo González.

A guerrilha disse que a decisão é um gesto de “desagravo” ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, afastado em novembro pelo governo colombiano das tentativas de mediação para a libertação de 47 reféns das Farc.

As famílias esperam que Rojas, González e Enmanuel sejam soltos ainda neste ano, possivelmente na Venezuela.

A mãe de Rojas disse que o aniversário dela é celebrado com uma missa desde 2002. “A mensagem que quero mandar (a Clara) é que toda a família, todos estamos esperando com os braços abertos para recebê-la e reintegrá-la ao lar”, disse a mulher, com a voz embargada.

Naturalmente, o grande presente de Natal que ela espera neste ano é a libertação da filha e do neto. “Há presentes que chegam antes, há presentes que chegam depois, há presentes que chegam justo no dia, mas de todas as maneiras é o maior presente que posso ter em muito tempo.”

Por Nelson Bocanegra

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